Storytelling: o segredo para gerar engajamento nas Redes Sociais

Criar conteúdos interessantes, de impacto e que causem engajamento com as marcas é o segredo por trás do sucesso das melhores campanhas. Desde sempre, o storytelling se faz presente no mundo da publicidade, no qual as pessoas se identificam imediatamente (ou não) com determinada marca ou produto. O storytelling está presente no dia a dia da TV, do rádio, dos jornais, do cinema, das conversas com amigos e colegas e, é claro, nas Redes Sociais, onde ele chegou para ficar.

Mas como podemos contar boas histórias em um espaço tão fragmentado? A atenção das pessoas, cada vez mais dispersa devido ao número gigante de informações que nos impacta a todo momento, exige bons contadores de histórias. E é por isso que a criação de conteúdo tende a ser uma das áreas mais valorizadas do mercado do marketing digital ao longo dos anos.

Vejam, por exemplo, o caso do ovo com a foto mais curtida do mundo (@world_record_egg), que lançou o desafio de ultrapassar Kylie Jenner, do clã Kardashian, para buscar a foto mais curtida do momento. A história se espalhou e a imagem de um simples ovo chegou a mais de 50 milhões de curtidas (a foto da concorrente, Jenner, ficou em torno de 18 milhões de reações). A notícia se espalhou e muitas marcas "aproveitaram" o desafio do ovo para também ganhar audiência nas redes sociais. O meme estava criado e deu certo, muito certo! Com o tempo, descobriu-se que o ovo na verdade estava "rachando", em uma campanha em parceria com Hulu (serviço de streaming dos EUA) sobre um tema importante: saúde mental. Para complementar, o ovo se quebrou logo após o Superbowl, gerando ainda mais visibilidade sobre o tema.

E por falar em Superbowl, é dele também alguns dos principais momentos em storytelling. Muitas e grandes marcas esperam o momento da final para lançarem as suas campanhas. É o minuto mais caro da televisão norte-americana! Com efeitos especiais de cinema e estrelas do grupo A de Hollywood, as ações de marketing dos jogos de futebol americano ultrapassam fronteiras e agora chegam também às redes sociais. São milhões de compartilhamentos mundo afora, com lançamentos simultâneos em canais do You Tube e nas demais redes. Todo mundo fala (bem ou mal) sobre o SuperBowl, que deixou de ser "apenas um jogo de futebol americano" para virar uma sensação mundial em todas as mídias.

Mas o que atrai as pessoas a curtirem e compartilharem esses conteúdos? São histórias que causam impacto! É o famoso "tocar o coração" do ser humano, fazer com que ele se sinta conectado, de alguma forma, com aquela personagem e com aquilo que ele/ela está vivenciando naquele momento. Não é a toa que histórias com animais e crianças estão entre as mais curtidas. Quem não ama vídeos com gatinhos, cachorrinhos ou bebês nas suas aventuras? Eu, particularmente, lembro com um sorriso do rosto da campanha Dear Kitten, lançada pela Friskies, no You Tube, contando as peripécias de um gato adulto que recebe o filhote na sua casa e narra o cotidiano do lar sob o seu ponto de vista. É encantador, simples e engraçado. Difícil não gostar!

Então, podemos concluir que nas redes sociais temos que lidar com o tempo e atenção escassos, o espaço e, às vezes, limitado recurso, além da competição massiva pela atenção do público. Mesmo assim, é perfeitamente possível criar histórias fragmentadas, rápidas e, acima de tudo, impactantes para as mídias digitais. Mas é preciso, para isso, pensar sempre: Quem é o seu público? Qual o conteúdo que ele quer consumir? O conteúdo que você está gerando é compartilhável? É possível se identificar com esse conteúdo? Qual o contexto desse conteúdo?

Criar uma pesquisa prévia, uma análise de cenário e um mapa de contexto são importantes para definir quais as histórias que valem a pena serem contadas pela sua marca. E não se engane, conteúdos podem estar em imagens, em narrativas escritas e em vídeos divulgados. Todas as formas de criação de conteúdo podem funcionar, se você estiver falando com o público certo.

Aqui na Imagine nós trabalhamos com tipos de conteúdos diversos para cada um dos nossos públicos, sempre avaliando a melhor linguagem, a melhor forma de apresentação e, é claro, o design. E é assim que um bom consumidor de conteúdo se transforma em um consumidor "da vida real".

E para você, o que é um conteúdo que vale a pena consumir?

Vanessa Siviero 
Jornalista, pós-graduada em comunicação, marketing e marketing digital e atua como criadora de conteúdo para mídias tradicionais e digitais. O artigo foi inspirado pela participação no curso Share Content, ministrado por Luiz Telles, da Artplan, em Porto Alegre/RS.